Só
lutando
como o último soldado
na trincheira.
Sentindo até
o mesmo frio e a mesma chuva.
Como o último soldado
vivo
na trincheira
paro
de atirar por uns instantes
e escrevo
a carta de despedida
querendo que ela
nunca seja lida.
Dou alguns tiros
e vejo
quantas balas ainda tenho.
Poucas.
Ou o batalhão de reforço
chega logo
ou a morte heróica, lutando
com uma faca
contra inimigos
sem sentido.
Não ouço
o tropel
do reforço.
E ouço, vezenquando
os tiros a esmo do inimigo.
Hora dessas ele acerta.
Ainda não terminei minha carta de despedida
mas guardo ela
levanto a cabeça e atiro.
Quase um kamikase.
Sigo
escolhendo bem
os tiros.
Não posso desperdiçar munição.
Não sei
quando
o reforço vai chegar
se é que
vai chegar.
O último soldado
vivo
na trincheira
na última curva.
No meio
da guerra.
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domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Crônica de Agosto
Caminhando contra o vento de agosto. O mês do cachorro louco. Meus amigos falidos, eu também. O tempo breve vai mudar. Eu sonhei. Ontem à noite. Coração quebrado, alma remendada. Fios desencapados são um risco pra quem quiser entrar nele. Montei meu coração. Sobraram peças. Com sempre. Guardei essas peças, na garagem da memória, alguns momentos bons. Com outras pessoas. Com outras mulheres. Coisas que parecem ter acontecido em outro tempo, em outro universo. O mês do cachorro louco. Sábado, treze de agosto. A sorte é que não é sexta. Hoje a noite será diferente. Tudo se divide, todos se separam. Como átomos que se desintegram e depois se unem de novo. Em outro formato, em outros corpos. Outros corações e outras almas. Que somos nós. A cada passo, me transformo e sei que não sou mais o mesmo de um dia atrás. Lembro de ter acordado dias a fio e eu estava sorrindo pelo simples fato de acordar. Hoje, acordar tem sido um calvário. Talvez a tua resposta seja não. Talvez eu devesse formatar esse texto, antes de cansar o leitor, mas tudo bem. Agosto. A gosto. De um modo ou de outro, agosto é turbulento. Sempre assim. É uma passagem. É o fim. E todo fim é sempre um outro começo. O fim do inverno. O inicio da primavera. Tudo se divide, tudo se transforma. Pareço louco, sou só um solitário. O cara do balcão. Amanhá é dia dos pais e penso se um dia um pequeno ser irá me chamar de pai e me abraçar. Penso nisso. Quase todo dia à noite, quando me deito sozinho nessa cama apertada. Penso nisso a cada pai que vejo ali na Redenção passeando com seus pequenos. Um gosto de noite triste. Eu sempre chego no fim da noite e cheiro a álcool e cigarros. Sempre. Vez ou outra, um doce cheiro me invade as narinas e quase me sinto flutuar. Na garagem da memória, procuro e não encontro, algum momento em que eu tenho sido feliz de todo. Talvez seja pedir demais pro universo que isso ocorra, mas pedir pra ser um pouco feliz hoje seria bom, não? Vejo na garagem da memória, meu pai. Em outro tempo, em outro universo. Ele me ensinava a bater de três dedos numa bola. Ele me ensinava a andar de bicicleta. E a dirigir. E a fazer a barba. Porque tudo mudou tão rápido? Onde tudo se perdeu?
quinta-feira, 21 de julho de 2011
É
assim é.
a gente tem que seguir.
do jeito que der, sabe?
sorte de quem tem alguém pra dividir.
dividir.
dividir tudo.
nem que sejam sílabas.
di-vi-dir.
a gente tem que seguir.
do jeito que der, sabe?
sorte de quem tem alguém pra dividir.
dividir.
dividir tudo.
nem que sejam sílabas.
di-vi-dir.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Sol
Já fui melhor.
E já fui pior.
Já fui embora quando amanhecia.
E já fiquei.
Já vi o sol nascer.
E já fui embora antes.
Já fui melhor mesmo.
Hoje saio.
Só pra beber.
Talvez rir um pouco.
E beber.
Não sou mais o mesmo.
Queria me encontrar.
O sol nascendo é lindo.
E ter que ir embora nesse momento é o que menos quero.
Me desculpe.
E já fui pior.
Já fui embora quando amanhecia.
E já fiquei.
Já vi o sol nascer.
E já fui embora antes.
Já fui melhor mesmo.
Hoje saio.
Só pra beber.
Talvez rir um pouco.
E beber.
Não sou mais o mesmo.
Queria me encontrar.
O sol nascendo é lindo.
E ter que ir embora nesse momento é o que menos quero.
Me desculpe.
Nó
Nós. Nós dois.
Um nó. Nós.
Nossa história.
Um nó cego.
Uma corda no pescoço.
A alma no sufoco.
A vida em preto-e-branco
outro nó.
Outros de nós.
Iguais a nós.
A escuridão é só a ausência de luz.
Nós mesmos não sabemos
desfazer esse
nó.
um nó nos ata
uma vida nos prende
Um nó. Nós.
Nossa história.
Um nó cego.
Uma corda no pescoço.
A alma no sufoco.
A vida em preto-e-branco
outro nó.
Outros de nós.
Iguais a nós.
A escuridão é só a ausência de luz.
Nós mesmos não sabemos
desfazer esse
nó.
um nó nos ata
uma vida nos prende
domingo, 3 de julho de 2011
Motivo
Ainda aqui, menina.
Ainda aqui.
Sentado.
Esperando.
Sem saber o que fazer
e
ainda assim
fazendo.
Não há muito o que fazer.
Até que haja.
Vivendo.
Morrendo a cada dia.
A cada segundo.
Como se sentisse a areia da ampulheta do tempo escorrer.
Sentindo a dureza de cada giro da Terra.
Sem saber se choro ou se sorrio a cada pôr-do-sol.
Cada vez
mais perto
do
fim.
E sem fazer nenhum sentido.
Sem encontrar.
Sentido
ou
motivo.
Ainda aqui.
Sentado.
Esperando.
Sem saber o que fazer
e
ainda assim
fazendo.
Não há muito o que fazer.
Até que haja.
Vivendo.
Morrendo a cada dia.
A cada segundo.
Como se sentisse a areia da ampulheta do tempo escorrer.
Sentindo a dureza de cada giro da Terra.
Sem saber se choro ou se sorrio a cada pôr-do-sol.
Cada vez
mais perto
do
fim.
E sem fazer nenhum sentido.
Sem encontrar.
Sentido
ou
motivo.
sábado, 2 de julho de 2011
Noite
Uma noite sem você.
Mais uma.
Longas noites de inverno.
Consigo ouvir lá fora, menina
o assobio do vento sul.
Minuano.
A solidão do litoral
parece ter se instalado dentro de
mim.
Com direito a rajadas de vento na beira mar.
No mar da minha alma.
Ou seria um rio, quase inundando.
Não sei te dizer.
Outra noite sem você.
E mais outra.
Ad infinitum, talvez
Mais uma.
Longas noites de inverno.
Consigo ouvir lá fora, menina
o assobio do vento sul.
Minuano.
A solidão do litoral
parece ter se instalado dentro de
mim.
Com direito a rajadas de vento na beira mar.
No mar da minha alma.
Ou seria um rio, quase inundando.
Não sei te dizer.
Outra noite sem você.
E mais outra.
Ad infinitum, talvez
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Madrugada
Rouco.
Madrugado.
Lábios rachados pelo frio
e manchados
pelo vinho.
Cabeça estourando.
Quase perdi a hora.
Gritando com as paredes.
Como se elas tivessem culpa?
Quero.
Eu quero.
Acordar de manhã.
Na boca, teu gosto.
Gosto de noite feliz.
Ao teu lado.
Acordar contigo.
Seria pedir muito
se tu pudesse
ao
menos
não me deixar?
Sim, eu sei.
Tenho que te encontrar primeiro.
E quem sabe a gente possa ter
uma noite
feliz.
Madrugado.
Lábios rachados pelo frio
e manchados
pelo vinho.
Cabeça estourando.
Quase perdi a hora.
Gritando com as paredes.
Como se elas tivessem culpa?
Quero.
Eu quero.
Acordar de manhã.
Na boca, teu gosto.
Gosto de noite feliz.
Ao teu lado.
Acordar contigo.
Seria pedir muito
se tu pudesse
ao
menos
não me deixar?
Sim, eu sei.
Tenho que te encontrar primeiro.
E quem sabe a gente possa ter
uma noite
feliz.
Um pouco de confusão
Antes eu te amava. E agora eu não sei mais o que faço. Tudo é sempre tão complicado.
O medo e a solidão. Ou o medo da solidão. A dor e a perda. Ou a dor da perda. Tudo não passa de um jogo de palavras e tudo que preciso é paz. Talvez uma morena companhia, ou o brilho dos teus olhos castanhos me olhando. Ou nada disso. Imagine que louco seria, se eu tivesse com quem jantar as vezes?
Ou que louco seria se a vida fosse mais fácil?
Mas ela não é. E das oito ás seis eu sou diferente. É preciso ser assim. Mas saiba que estarei aqui. Ou ali. Ou passeando pelo Centro domingo de manhã. Ali na Praça da Matriz ou no Gasômetro.
Talvez a gente se encontre. Talvez... talvez a gente encontre explicação, não é mesmo?
São muitas opções. Muitos talvezes, muitos destinos em cada esquina. Não sei pra onde ir, não sei se quero ficar.
Ficar. Se eu pudesse só ficar. E deixar estar.
O medo e a solidão. Ou o medo da solidão. A dor e a perda. Ou a dor da perda. Tudo não passa de um jogo de palavras e tudo que preciso é paz. Talvez uma morena companhia, ou o brilho dos teus olhos castanhos me olhando. Ou nada disso. Imagine que louco seria, se eu tivesse com quem jantar as vezes?
Ou que louco seria se a vida fosse mais fácil?
Mas ela não é. E das oito ás seis eu sou diferente. É preciso ser assim. Mas saiba que estarei aqui. Ou ali. Ou passeando pelo Centro domingo de manhã. Ali na Praça da Matriz ou no Gasômetro.
Talvez a gente se encontre. Talvez... talvez a gente encontre explicação, não é mesmo?
São muitas opções. Muitos talvezes, muitos destinos em cada esquina. Não sei pra onde ir, não sei se quero ficar.
Ficar. Se eu pudesse só ficar. E deixar estar.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Tristeza
Madrugada.
Fria, como toda madrugada merece ser.
Sinto uma vontade
aqui.
Aqui dentro de mim.
Menina.
Se tu soubesse.
O efeito.
Essas madrugadas solitárias.
Elas estão me matando.
Aos poucos.
Quase como a vida toda.
Que está me matando.
Devagar.
Dia após dia.
A cada madrugada sozinho,
a cada jantar solitário.
Aos poucos.
Vou sumindo.
Desintegrando.
Devagar.
A cada olhar refletido no espelho.
A tristeza e a desilusão.
Fria, como toda madrugada merece ser.
Sinto uma vontade
aqui.
Aqui dentro de mim.
Menina.
Se tu soubesse.
O efeito.
Essas madrugadas solitárias.
Elas estão me matando.
Aos poucos.
Quase como a vida toda.
Que está me matando.
Devagar.
Dia após dia.
A cada madrugada sozinho,
a cada jantar solitário.
Aos poucos.
Vou sumindo.
Desintegrando.
Devagar.
A cada olhar refletido no espelho.
A tristeza e a desilusão.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Solidão
Solidão.
Frio. Inverno.
Um café.
Duplo, por favor.
Quando a gente passa muito tempo sozinho,
acaba reparando nas pequenas belezas da vida.
Como uma criança rindo de um cachorro,
ou
os três brinquinhos na orelha esquerda da guria no trem.
Queria sentir de novo.
Gostar sozinho não é bom.
Sinto nos lábios o sal das lágrimas.
Ouço as musicas que me fizeram sorrir a algum tempo atrás.
Me sinto aqui.
Me sinto longe.
Não mais sinto.
Só consigo sentir.
Todas mañanas que viví
Todas las calles onde me escondí.
Todas lágrimas que derrubei.
Sol-lhe-dão
Frio. Inverno.
Um café.
Duplo, por favor.
Quando a gente passa muito tempo sozinho,
acaba reparando nas pequenas belezas da vida.
Como uma criança rindo de um cachorro,
ou
os três brinquinhos na orelha esquerda da guria no trem.
Queria sentir de novo.
Gostar sozinho não é bom.
Sinto nos lábios o sal das lágrimas.
Ouço as musicas que me fizeram sorrir a algum tempo atrás.
Me sinto aqui.
Me sinto longe.
Não mais sinto.
Só consigo sentir.
Todas mañanas que viví
Todas las calles onde me escondí.
Todas lágrimas que derrubei.
Sol-lhe-dão
Morena do T7
Te vi.
Tenho certeza que te vi, morena.
Não pode ter sido uma alucinação, afinal, eu estava sóbrio.
De ressaca, mas sóbrio.
Estava ali, na João Pessoa, tentando atravessar, e eis que surge o T7.
Algumas lembranças me vem a mente e opa!
Te vi. Na janela. Do lado da cá.
É um sábado de manhã e eu te vi.
O ônibus passa devagar, preguiçoso como um gato ao sol.
E eu consigo te ver, morena da boina.
Com a mesma boina. Os mesmos lábios vermelhos e a nariz pequeno, reto.
A mesma expressão pensativa e cansada. Eu te vi, moça.
Naquele outro sábado de manhã.
E mais uma vez, fiquei sem reação.
Qual teu nome?
Onde te encontro?
Eu sei que te vi de novo.
Será que um dia eu esbarro em ti, nesse cidade tão grande e tão pequena?
Tantas falsas esperanças pra esse pobre coração remendado.
Tenho certeza que te vi, morena.
Não pode ter sido uma alucinação, afinal, eu estava sóbrio.
De ressaca, mas sóbrio.
Estava ali, na João Pessoa, tentando atravessar, e eis que surge o T7.
Algumas lembranças me vem a mente e opa!
Te vi. Na janela. Do lado da cá.
É um sábado de manhã e eu te vi.
O ônibus passa devagar, preguiçoso como um gato ao sol.
E eu consigo te ver, morena da boina.
Com a mesma boina. Os mesmos lábios vermelhos e a nariz pequeno, reto.
A mesma expressão pensativa e cansada. Eu te vi, moça.
Naquele outro sábado de manhã.
E mais uma vez, fiquei sem reação.
Qual teu nome?
Onde te encontro?
Eu sei que te vi de novo.
Será que um dia eu esbarro em ti, nesse cidade tão grande e tão pequena?
Tantas falsas esperanças pra esse pobre coração remendado.
terça-feira, 28 de junho de 2011
No inverno
Até o outono eu esperei.
É inverno agora.
Está nevando na Serra, dizem.
É inverno agora
e continuo
esperando.
Sentado esperando
a vida.
Um motivo
uma causa
ou um
amor.
É inverno agora.
Imagino teu pescoço, protegido por um cachecol.
Imagino teu cheiro.
Imagino tanta coisa.
Preciso parar com isso.
No inverno tudo fica mais difícil.
No inverno, aos domingos e nas madrugadas.
É inverno agora.
Está nevando na Serra, dizem.
É inverno agora
e continuo
esperando.
Sentado esperando
a vida.
Um motivo
uma causa
ou um
amor.
É inverno agora.
Imagino teu pescoço, protegido por um cachecol.
Imagino teu cheiro.
Imagino tanta coisa.
Preciso parar com isso.
No inverno tudo fica mais difícil.
No inverno, aos domingos e nas madrugadas.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Domingo
Sentado aqui, num domingo qualquer.
Os domingos conseguem ter em mim
um efeito
quase igual aos
das
madrugadas.
Sentir saudade.
Sentir vontade.
De te ter.
De te ver.
De chorar.
Embora,
em todas madrugadas
a falta que sinto, seja
um pouco diferente
do falta que sinto
aos domingos.
Os domingos conseguem ter em mim
um efeito
quase igual aos
das
madrugadas.
Sentir saudade.
Sentir vontade.
De te ter.
De te ver.
De chorar.
Embora,
em todas madrugadas
a falta que sinto, seja
um pouco diferente
do falta que sinto
aos domingos.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Futuro
Dias bons dias ruins.
Dias apenas.
Dias que penamos.
Dias.
Os dias passam.
Fico aqui, sentado.
Sentindo
o mundo girar.
Te sentir. Te tocar.
Talvez tenha sido um sonho.
Um sonho tão bom.
Me assustei.
Sentir tua pele,
teu cheiro.
Teu suor,
teu beijo.
Como vai ser o futuro?
Há futuro?
Prevejo dias de dor por aí...
Dias apenas.
Dias que penamos.
Dias.
Os dias passam.
Fico aqui, sentado.
Sentindo
o mundo girar.
Te sentir. Te tocar.
Talvez tenha sido um sonho.
Um sonho tão bom.
Me assustei.
Sentir tua pele,
teu cheiro.
Teu suor,
teu beijo.
Como vai ser o futuro?
Há futuro?
Prevejo dias de dor por aí...
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Morrer
Um anjo caído. Com asas quebradas. Fraco.
Um sansão careca.
Se eu morresse hoje
agora
alguém, ao menos
aquela que me disse que me amava.
Alguém sentiria falta?
Alguém saberia por que?
E se mesmo sabendo que não há nada no outro lado,
se mesmo assim, eu quisesse morrer?
Tentaria impedir?
Onde eu me escondo pra fugir dos meus monstros?
Alguém saberia
algum dia
se eu morresse?
Ninguém saberia.
E
talvez
ninguém se importaria.
Um sansão careca.
Se eu morresse hoje
agora
alguém, ao menos
aquela que me disse que me amava.
Alguém sentiria falta?
Alguém saberia por que?
E se mesmo sabendo que não há nada no outro lado,
se mesmo assim, eu quisesse morrer?
Tentaria impedir?
Onde eu me escondo pra fugir dos meus monstros?
Alguém saberia
algum dia
se eu morresse?
Ninguém saberia.
E
talvez
ninguém se importaria.
sábado, 4 de junho de 2011
Nó
Um nó na garganta.
Como se tivesse uma corda no pescoço
tento esquecer
tento seguir.
Mais forte que eu.
Tem sido.
Martelando sem parar dentro de mim.
Essa dor.
Pelos erros.
Pelo choro.
Pelo erro.
Pelas escolhas e pela dor.
Tantos erros.
Quando não se sabe aonde ir, qualquer caminho leva ao destino.
E
mesmo em sonhos
me vem a mente
a imagem
a mesma imagem
de
sempre.
Um corpo
balançando
numa árvore.
Corda no pescoço.
Eu não escolhi.
Como se tivesse uma corda no pescoço
tento esquecer
tento seguir.
Mais forte que eu.
Tem sido.
Martelando sem parar dentro de mim.
Essa dor.
Pelos erros.
Pelo choro.
Pelo erro.
Pelas escolhas e pela dor.
Tantos erros.
Quando não se sabe aonde ir, qualquer caminho leva ao destino.
E
mesmo em sonhos
me vem a mente
a imagem
a mesma imagem
de
sempre.
Um corpo
balançando
numa árvore.
Corda no pescoço.
Eu não escolhi.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Máximo
O máximo de mim tem sido pouco.
Quando será que vai ser o suficiente?
Com todos.
Desde sempre.
Com todas.
Desde quase sempre.
A culpa deve ter sido minha, pra variar.
E alguém já disse,
é sempre tarde demais.
Quando será que vai ser o suficiente?
Com todos.
Desde sempre.
Com todas.
Desde quase sempre.
A culpa deve ter sido minha, pra variar.
E alguém já disse,
é sempre tarde demais.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Resto
Tentaremos nós dois.
É difícil pra mim também. Se existisse um deus, só ele saberia.
Tem sido assim desde sempre.
Primeiro comigo. Depois com os outros.
O inferno são os outros.
Só queria dormir
Sem remédios
Sem consultas
Sem receitas verdes pra entregar pra farmacêutico
Sem divãs
Sem ninguém julgando.
E talvez, alguém que queira sorrir junto.
Alguém que também tenha cansado de desistir.
Alguém no resto da vida.
Nos fiapos da vida.
Não tenho conseguido muito de mim.
Mas posso prometer o pouco que tenho.
Uma vida com alguém que me abrace forte
que sorria e que me faça sorrir.
Uma vida assim não seria resto.
É difícil pra mim também. Se existisse um deus, só ele saberia.
Tem sido assim desde sempre.
Primeiro comigo. Depois com os outros.
O inferno são os outros.
Só queria dormir
Sem remédios
Sem consultas
Sem receitas verdes pra entregar pra farmacêutico
Sem divãs
Sem ninguém julgando.
E talvez, alguém que queira sorrir junto.
Alguém que também tenha cansado de desistir.
Alguém no resto da vida.
Nos fiapos da vida.
Não tenho conseguido muito de mim.
Mas posso prometer o pouco que tenho.
Uma vida com alguém que me abrace forte
que sorria e que me faça sorrir.
Uma vida assim não seria resto.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Romance
Dedicado a moça desconhecida.
Teu sorriso.
Deve ser lindo.
Por trás dessas lentes.
Por baixo da dor.
Acima da confusão.
O que tu queres que eu escreva?
O que tiver vontade!
Me ajuda, se escrever
o que tenho vontade
vou escrever
um
romance
numa folha de ofício.
Teu sorriso.
Deve ser lindo.
Por trás dessas lentes.
Por baixo da dor.
Acima da confusão.
O que tu queres que eu escreva?
O que tiver vontade!
Me ajuda, se escrever
o que tenho vontade
vou escrever
um
romance
numa folha de ofício.
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